Nada dói mais do que o espaço que deixou o seu retrato
Na estante vazia, na dormência do tato
Entre promessas feitas a esmo e até mesmo sem querer
E em canções que tomávamos como remédio
Quando a mente era vazia, e expurgado era o conceito de tédio
Cada dezena de minutos, cada segundo singular
Um punhado de números inteiros seguidos e nada mais a falar
E o clichê é tão denso e furioso
Que parece ser de carne e osso
E quando as palavras voltarem a soar
Do jeito que era há minutos atrás
Eu me perderei entre elas e você
Entre o tudo e o mas...
(Bruno Sá)
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